São Guido e as notas musicais

Guido d'Arezzo

Quando ouvimos uma melodia mal nos damos conta que qualquer música é composta por uma combinação de apenas sete notas: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si.

Porém, nem sempre foi assim.

São Guido d’Arezzo, monge beneditino italiano, nascido na cidade de Talla, entre 991 e 994, cresceu sob os muros do mosteiro em Pomposa, a Magnífica, na costa adriática, próximo a Ferrara.

Desde de tenra idade, São Guido amadureceu em um ambiente de alta cultura. Rodeado de afrescos bizantinos, vasta biblioteca e membro do coro de canto gregoriano. Depois, mudou-se para a cidade de Arezzo.

Apaixonado por música, o monge percebeu a dificuldade dos estudantes para aprender a complexa notação neumática da escala musical, composta de virga ascendente, tractulus descendente, gravis alto descendente, punctum, podactus, clives e outros elementos.

Já adulto, São Guido dedica-se a teoria. Lê e relê as obras dos grandes melômanos da Antiguidade, até que, em 1026, publicou o Micrologus, onde resumia as notas musicais a apenas sete tons distintos.

São Guido desenvolveu um método para ensinar os cantores em pouco tempo, e rapidamente se tornou famoso em todo o norte da Itália.O seu trabalho é tão completo e primoroso que até hoje, quase mil anos depois, não houve quem modificasse a escala musical.

O Papa do Rosário

Nossa Senhora, São Domingos e Leão XIII.

É interessante pensar como as seis aparições da Senhora do Rosário em Fátima foram de certo modo preparadas pelos papas que imediatamente as precederam. Sim, sem jamais poder adivinhar o que sucederia em 1917, e inteiramente guiados pela Divina Providência, seus pontificados constituem como que um belíssimo preâmbulo à Fátima.

Pensemos no admirável Pio IX, ele mesmo nascido em um 13 de maio. Ele que será conhecido por todo o mundo como o “Papa da Imaculada”, pela proclamação do dogma da total isenção da mancha do pecado na Mãe do Salvador. Conta-se que, na solenidade, estavam presentes representantes de todo o mundo, exceto da Rússia. Como não ver aí um prenúncio dos erros que essa infeliz nação espalharia pelo mundo?

Pensemos em São Pio X. Ele que fixou a festa de Nossa Senhora do Rosário, que impediu a barca de Pedro de soçobrar nas vagas modernistas e conduziu as crianças, como diz a Ladainha, à Mesa do Senhor. “Haverá santos entre os pequenos”, dizia o papa. Como que para ratificar as palavras do pontífice, veio um anjo do Céu e deu a comunhão à três crianças: Francisco, Jacinta e Lúcia.

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São Beda e as marés

Qualquer estudante, se perguntado sobre as marés, prontamente irá responder que elas são provocadas pelos movimentos lunares. E a afirmação está correta.

Porém, o que ele provavelmente não sabe é que o primeiro a formular essa hipótese foi o monge inglês, São Beda, o Venerável, no século VIII.

Os fenômenos naturais sempre mereceram a atenção dos filósofos gregos, mas ninguém antes havia estabelecido essa relação entre a Lua e as marés.

São Beda nasceu em 673, em Monkwearmouth, Durham, Inglaterra, e aos sete anos foi admitido no mosteiro beneditino de sua cidade, onde se ordenou em 703.

Filósofo eclesiástico, teólogo e historiador anglo-saxão, São Beda teve grande influência na cultura medieval como historiador da igreja, comentarista de textos bíblico e decisivo para a catequização cristã das tribos anglo-saxônicas. Ele é mais comumente conhecido como “Pai da História Inglesa” por sua obra “História Eclesiástica do Povo Inglês”. Ele morreu em 735 e em 1899, o Papa Leão XIII o proclamou Doutor da Igreja.

Em sua obra “De Temporum Ratione” (Sobre a Contagem do Tempo), escrita por volta do ano de 723, São Beda discute sobre a visão de cosmos dos antigos autores e dos autores medievais. É nessa obra que ele publica artigos explicando como a forma esférica do mundo influencia a duração dos dias e como o sol e a lua influenciam o movimento das marés.

Essas informações foram de grande ajuda a navegantes, como Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral e Fernão de Magalhães, a construir suas rotas comerciais da época.