Ecumenismo suicida

Cerco de Lisboa, 1147 – Roque Gameiro

Paira entre nós brasileiros a impressão de que Portugal estaria mais preservado em sua catolicidade, mais protegido das intempéries modernistas do que o resto da Europa, e, sobretudo, em comparação ao Brasil. O fato de estar no extremo do continente, de ser menos rico, e, portanto, menos cobiçado pelas rotas de imigração, e de ainda guardar maior adesão aos costumes cristãos, acaba criando a ideia de um refúgio, contra a balbúrdia da “América portuguesa”, que ao invés de próspera e cristã, tornou-se letárgica e herética.

Mas engana-se quem pensa que em Portugal tudo é muito diferente, que tudo são maravilhas. Do mesmo modo que o Brasil vem perdendo o sentido de sua formação católica, e se tornando um condomínio de pastores protestantes, em Portugal o desenraizamento chega a ser até mais chocante.

Se no Brasil são comuns os falsos cultos ecumênicos, tentando amalgamar católicos e protestantes, em Portugal já é possível encontrar algo como uma “Cerimônia inter-religiosa católica e muçulmana”.

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Apostasia canadense

Em Quebec, o tribunal quer tirar a cruz.

Escrevemos recentemente sobre a apostasia nos Estados Unidos. A situação do Canadá, contudo, não é melhor.

O país governando por Justin Trudeau vem se transformando numa espécie de inferno progressista, favorecendo todas as piores bandeiras. Quando Donald Trump cortou as verbas das organizações que patrocinavam o aborto internacionalmente, Trudeau correu ao seu socorro, repassando-lhes 700 milhões de dólares. Enquanto isso, ativistas eram presos no país por protestarem contra o aborto, como é o caso da católica Mary Wagner e de Linda Gibbons.

Nos últimos meses, legalizaram o consumo recreativo da maconha, lançaram moeda comemorando o pecado contra a natureza, alteraram o hino nacional para que ficasse “gender-free, decidiram arrancar os crucifixos dos tribunais de Quebec e já discutem estender a eutanásia às crianças.

Em paralelo a tudo isso, o recém criado Partido Islâmico de Ontário promete concorrer às eleições para fazer com que os princípios maometanos governem a vida pública. 

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A Disney a favor do aborto

A Disney se tornou um império bilionário humanizando animais. Agora, coloca esses animais humanizados a serviço da desumanização dos homens: tornou-se a favor do aborto.

Na pessoa do presidente da companhia, Bob Iger, a Disney ameaçou encerrar suas atividades no estado da Georgia, nos EUA, se a lei estadual antiaborto recentemente aprovada entrar mesmo em vigor em abril do ano que vem. Antes dela, a Netflix já anunciara decisão semelhante.

A Georgia é considerada a Hollywood do Sul, porque oferece incentivos fiscais para a industria cinematográfica filmar em seu território.

No dia 7 de maio, o governador do estado, o republicando Brian Kemp, assinou a lei proibindo qualquer tipo de aborto quando o coração do bebê já puder ser detectado da barriga da mãe.

Vários atores e atrizes já haviam se declarado contra a lei e a favor do aborto, mas Netflix e Disney foram as primeiras empresas a se manifestar publicamente. Por ora, tudo segue no terreno da ameaça e é de supor que os respectivos departamentos financeiros estejam estudando o que será melhor para os negócios: abrir mão dos incentivos ou aderir ao boicote.

O fato é que Disney e Netflix decidiram apoiar os abortistas. Na Georgia? Não, obviamente, não. Nos EUA e no mundo.

O que podem os católicos esperar das próximas levas de filmes produzidos pela gigante do streaming e dos filmes para crianças (para as crianças que sobreviverem, bem entendido) da Disney?

OBS: Remetemos o leitor a outro post deste ano em que tratamos da pauta politicamente correta desta companhia.