O satânico camarada Stalin

A comunista Frida Kahlo celebrando Stalin

Há sessenta e seis anos morria Joseph Stalin, a mente mais criminosa do século XX. Seu legado, para além de um país destroçado, foi a incrível marca de dezenas de milhões de mortos, para nada falar da multidão dos torturados ou deportados para os gelados gulags da Sibéria. Tudo isso, claro, em nome da liberdade e da justiça, em nome de uma ideologia satânica que ainda hoje encontra imbecis que a defendam.

Lembremos como era a situação dos católicos atrás da cortina de ferro nos anos que precederam imediatamente a morte do líder comunista. Os dados são de 1950, e foram publicados no livro Témoins du Christ à travers les persécutions du XXe siècle, Éditions du MJCF:

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O monge e o carpinteiro

É engraçado que São José e São Bento tenham suas datas tão próximas. Soa como uma dessas coincidências tão próprias de tudo que é sagrado. Buscamos conhecer a Deus pelo intelecto (fides quaerens intellectum), mas nessas coincidências como que percebemos Sua Presença.

Não há santo maior do que São José. Ter sido pai terreno de Jesus menino é mais que um privilégio sem tamanho. No entanto, isso fez de São José o exemplo do homem prático: o pai de família, o provedor, o cuidador, o homem atento às coisas do corpo e da matéria, desveladas em toda a sua santidade pela Encarnação do Senhor ali visível diante de São José, que pôde toca-lo, beijá-lo, fazê-lo dormir…

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A tragédia do ateísmo

Edward Feser é um neotomista americano e católico com uma dezena de livros publicados, e ao menos um traduzido no Brasil. Feser escreve com aquele misto de clareza e humor característico da literatura em língua inglesa, capaz de tornar mesmo os temas mais árduos (como a filosofia) uma leitura agradável e inteligível. Seu foco é Aristóteles e São Tomás, a metafísica e a teoria do conhecimento, e a crítica contundente ao relativismo e ao ateísmo, tanto em livros quanto em artigos.

Num post recente sobre Freud, Feser fez um resumo brevíssimo, mas preciso, do que ele chama de “ateísmo moderno”. O objetivo deste post é uma tradução adaptada desse trecho do texto.

Fountain, Marcel Duchamp, 1917.
Um mictório de cabeça para baixo: a representação mais adequada do mundo sem sentido do ateísmo.

O ateísmo moderno não é só a negação da existência de Deus, escreve Feser. Mas exatamente por isso, projeta uma concepção do mundo como uma máquina vastíssima e complexa, mas sem causa nem finalidade. Ironicamente, o Surrealismo produziu as representações mais perfeitas dessa concepção de mundo.

Pode-se dizer que seu fundamento é negativo: a rejeição das noções de essência e finalidade (teleologia), centrais na filosofia aristotélico-tomista e no próprio senso comum.

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